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Os dois Anjos

Há uns tempos enviaram-me um mail com uma história muito interessante que me fez pensar e apetece-me partilhá-la. "Um certo dia, dois anjos passavam por uma aldeia e como já era tarde decidiram pernoitar. Foram, então, bater à porta de uma bela casa onde vivia gente abastada. Quando pediram um sitio onde dormir levaram-nos para um sotão frio e húmido onde não tinham sequer uma cama. Um dos anjos viu então lá um buraco e decidiu tapá-lo. O outro anjo insurgiu-se e disse: - Então eles deixam-nos nestas condições e tu ainda lhes tapas os buracos? O primeiro respondeu-lhe: - As coisas nem sempre são o que parecem. Bem, no dia seguinte, noutra aldeia quando decidiram pernoitar dirigiram-se a uma casa humilde onde a família além de lhes oferecer um bom jantar ainda lhes ofereceram as próprias camas para eles poderam dormir. Na manhã seguinte, um grande pranto se espalhava pela casa. Aquela pobre família havia perdido a sua única vaca, que dava o leite e ajudava na lavou...

Um pouco de Santo Agostinho

Numa bela tarde de verão no edificio onde frequentava um curso de música encontrei uma exposição com textos de Santo Agostinho. Uma pessoa muito especial levou-me pela mão até ao placar onde estava um texto lindíssmo escrito. A tinta era dos homens mas as palavras eram divinas... Passo a citá-lo: «Tarde Te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde Te amei! E eis que estavas dentro de mim e eu fora, e aí Te procurava, e eu, sem beleza, precipitava-me nessas coisas belas que Tu fizeste. Tu estavas comigo, e eu não estava contigo. Retinham-me longe de Ti aquelas coisas que não seriam se em Ti não fossem. Chamaste, e clamaste, e rompeste a minha surdez; brilhaste, cintilaste e afastaste a minha cegueira, exalaste o teu perfume e eu aspirei e suspiro por Ti; saboreei-te, e tenho fome e sede, tocaste-me, e abrasei-me no desejo da tua paz» Espero que gostem... ainda hoje recordo o dia em que os meus passos foram guiados até junto de tamanha beleza.